
Em tempos de Olimpíada, Massa é ouro
25 agosto, 2008
Depois de três semanas de folga, a Fórmula 1 retomou suas atividades meio ofuscada pelos Jogos Olímpicos de Pequim. Enquanto do outro lado do mundo os chineses encerravam de forma incrível a maior competição esportiva do planeta, em Valência, na Espanha, Felipe Massa vencia magistralmente o GP da Europa, mostrando novamente que é o grande piloto da temporada, ao lado de Lewis Hamilton.
O brasileiro da Ferrari recuperou-se da enorme decepção sofrida no GP da Hungria, quando foi traído pelo motor italiano a três voltas do final, e foi soberano desde a classificação. Largou na pole, manteve a primeira posição na partida e, talvez inspirado pelos fenômenos Michael Phelps e Usain Bolt, arrasou a concorrência. Hamilton, o “medalha de prata”, não ameaçou Massa em nenhum momento, assim como Kimi Raikkonen, mais uma vez apagadíssimo e vítima de nova falha do V8 da Ferrari.

Com estes resultados, a liderança do mundial segue com Hamilton, agora seis pontos à frente do segundo colocado, Massa. Com o abandono, Kimi tem 13 pontos de desvantagem em relação ao líder e está sete atrás de Felipe. Faltando apenas seis etapas para o final da temporada, está mais do que na hora da Ferrari dedicar todas as suas atenções a Massa, pois o brasileiro é o único que pode evitar o título de Hamilton. Raikkonen não faz uma corrida aceitável desde o GP da França, há quatro corridas, e não vence desde o GP da Espanha, há oito. Somando estes fatos às ótimas performances recentes de Felipe, é evidente que o momento é do “medalhista de ouro” brasileiro. Vamos ver se a Ferrari também pensa assim.

Robert Kubica finalmente voltou ao pódio, depois de quatro corridas ausente. O polonês não brilhava desde sua vitória no GP do Canadá, e o terceiro lugar em Valencia o deixou a apenas dois pontos de Raikkonen no campeonato. Do jeito que o finlandês parece desmotivado, quem sabe Kubica não fatura um “bronze” no final do ano?
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Com o quarto lugar em Valencia, Kovalainen voltou à realidade, o que só comprova que a vitória em Hungaroring foi obra do acaso. Exatamente como seu compatriota Kimi, Heikki faz muito pouco com o carro que tem nas mãos.
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A dupla da Toyota, Trulli e Glock, novamente fez uma grande corrida, acompanhados pelo prodígio Sebastian Vettel, da Toro Rosso. A subsidiária da Red Bull, aliás, brilhou nos treinos e fez a matriz comer poeira nesta etapa.
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Para terminar essa coluna olímpica, é preciso falar de Nelson A. Piquet e Rubens Barrichello. O primeiro até lutou e, tendo em vista o carro que tem, não decepcionou, mais ou menos como a imensa maioria dos atletas brasileiros em Pequim, que foram até onde o limite permitiu.
Já Rubinho… chegar em penúltimo, à frente apenas de três carros que abandonaram e de Coulthard, que se envolveu num acidente e por isso ficou para trás, chega a dar pena. Pena porque Barrichello vem perdendo, ano após ano, chances de encerrar sua carreira de forma digna, ele que possui dois vice-campeonatos mundiais, nove vitórias e treze pole positions na F1. Como na olimpíada, é preciso saber ganhar e perder, e Rubinho parece não querer aceitar o fato de que nunca será campeão mundial e de que seu ciclo na categoria terminou.